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Gasolina com mais etanol pode trazer problemas para alguns veículos; especialistas fazem alerta aos motoristas

  • 21 de jul.
  • 2 min de leitura


Os motoristas brasileiros devem ficar atentos à nova composição da gasolina vendida no país. A partir da decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina passou de 30% para 32%, medida que busca reduzir a dependência da importação de combustíveis fósseis e pode contribuir para uma pequena redução no preço final do combustível.


Embora a mudança seja considerada segura para a grande maioria dos veículos flex, especialistas alertam que alguns modelos podem sofrer impactos maiores, especialmente carros antigos movidos exclusivamente a gasolina, motocicletas e determinados veículos importados projetados para operar com menores concentrações de etanol.


Segundo representantes do setor de combustíveis e especialistas em engenharia automotiva, os sistemas eletrônicos dos veículos flex modernos foram desenvolvidos para trabalhar com diferentes proporções de etanol, inclusive utilizando o combustível em sua forma hidratada. Já motores mais antigos podem apresentar dificuldades relacionadas ao consumo, partidas a frio e desgaste prematuro de componentes do sistema de alimentação.


Entre os principais pontos de atenção estão componentes como mangueiras, bombas de combustível, juntas e peças desenvolvidas para percentuais menores de etanol na gasolina. Em alguns casos, a alteração pode ocasionar aumento no consumo de combustível e exigir manutenção mais frequente do veículo.


Quais veículos merecem maior atenção?

Especialistas apontam que os veículos que podem sentir maiores efeitos da mudança são:

  • Automóveis antigos movidos apenas a gasolina;

  • Veículos importados desenvolvidos para mercados que utilizam gasolina com baixo teor de etanol;

  • Algumas motocicletas não flex;

  • Modelos carburados mais antigos.


Por outro lado, proprietários de veículos flex fabricados nas últimas décadas dificilmente perceberão mudanças significativas no funcionamento dos motores.


Orientações aos motoristas

Os especialistas recomendam que os proprietários realizem as manutenções preventivas previstas pelo fabricante do veículo, utilizem combustíveis de procedência confiável e fiquem atentos ao aparecimento de falhas no funcionamento do motor após o abastecimento.


Caso sejam observadas dificuldades na partida, perda excessiva de desempenho, aumento anormal no consumo ou falhas no funcionamento, a recomendação é procurar uma oficina especializada para avaliação do sistema de alimentação do veículo.


A mudança no percentual do etanol faz parte da política energética nacional voltada ao fortalecimento dos biocombustíveis e deverá permanecer em vigor inicialmente pelo período de 180 dias, podendo ser prorrogada pelo governo federal.


Fonte: Marília Notícia, Ministério de Minas e Energia e especialistas do setor automotivo.

 
 
 

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