Trabalhadores liberam cancelas de pedágio na BR-153 em protesto por direitos trabalhistas

Manifestação ocorreu em Onda Verde, na região de São José do Rio Preto; motoristas que passaram sem pagar podem estar sujeitos à multa por evasão de pedágio.
Trabalhadores demitidos que atuavam nas obras de duplicação da BR-153 realizaram um protesto na sexta-feira (9), na praça de pedágio de Onda Verde, no interior de São Paulo. Durante a manifestação, os trabalhadores liberaram as cancelas e permitiram a passagem de veículos nos dois sentidos sem a cobrança da tarifa.
O ato teve como objetivo cobrar o pagamento de valores trabalhistas que, segundo os manifestantes, continuam pendentes mesmo após os desligamentos. Entre as reivindicações estão verbas rescisórias, adiantamentos salariais, vale-alimentação e depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
De acordo com as informações divulgadas, o grupo é formado por trabalhadores envolvidos nas obras de duplicação da rodovia, e não por funcionários que atuam diretamente na operação da praça de pedágio.
A praça de Onda Verde fica no quilômetro 35,8 da BR-153 e é administrada pela concessionária Triunfo Transbrasiliana. Em posicionamento anterior sobre reclamações trabalhistas relacionadas às obras, a empresa informou que os serviços eram executados por uma companhia contratada e que notificaria a responsável para apurar as pendências.
Motoristas podem receber multa
Apesar da liberação das cancelas durante o protesto, motoristas que passaram pela praça sem efetuar o pagamento da tarifa podem ser autuados por evasão de pedágio, conforme alerta atribuído à Polícia Rodoviária.
O artigo 209-A do Código de Trânsito Brasileiro prevê multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para a infração. A aplicação da penalidade depende da fiscalização e da autuação pela autoridade competente.
O episódio volta a chamar a atenção para as reivindicações dos trabalhadores envolvidos nas obras da rodovia e para os possíveis impactos de manifestações nas praças de pedágio. Até o momento, as informações apresentadas não esclarecem se houve acordo para a quitação dos valores cobrados pelos manifestantes.





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