Secretário de Obras de Assis é preso em operação da Polícia Civil e Prefeitura decreta exoneração
- 13 de jul.
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O secretário municipal de Planejamento, Obras e Serviços de Assis, Leandro Gonçalves Gabrigna, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (13) durante a segunda fase da Operação Veritas Vincit, deflagrada pela Polícia Civil. Logo após a prisão, a Prefeitura de Assis publicou um decreto oficializando sua exoneração do cargo.
De acordo com a Polícia Civil, a operação faz parte das investigações sobre o roubo do telefone celular do vereador Fernando Sirchia (PDT), crime ocorrido em 23 de março deste ano e praticado mediante grave ameaça com o uso de arma de fogo. Inicialmente, o executor material do roubo já havia sido identificado e preso temporariamente. Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que outras pessoas teriam participado da articulação, planejamento, contratação e execução da ação criminosa.
Segundo a investigação, há indícios de que o crime tenha sido motivado por questões político-administrativas, descartando, em tese, a hipótese de um ato isolado. A Polícia Civil também informou que foram identificados elementos que apontam a possível participação de pessoas ligadas ao alto escalão da administração municipal, o que fundamentou os pedidos de prisões temporárias e mandados de busca autorizados pela Justiça.
Nesta nova fase da operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão em Assis. Um dos mandados foi executado na própria Secretaria Municipal de Planejamento, Obras e Serviços, onde aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à perícia.
Após a prisão de Leandro Gonçalves Gabrigna, a Prefeitura de Assis publicou o Decreto nº 10.067, formalizando sua exoneração. Em nota oficial, a administração municipal informou que a medida foi adotada para preservar a normalidade dos serviços públicos, garantir transparência administrativa e assegurar a adequada apuração dos fatos pelas autoridades competentes. A Prefeitura ressaltou ainda que a exoneração possui caráter exclusivamente administrativo e que devem ser respeitados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.
Até a publicação da reportagem, a defesa do ex-secretário não havia se manifestado sobre o caso. As investigações continuam para identificar eventuais coautores, partícipes e beneficiários da ação criminosa.
Fonte: Marília Notícia.





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